você acorda com o seu mais novo gritando. você senta na cama, levanta. pisa no cocô do cachorro. (de repente os gritos do moleque tomam a forma de "ele tá fazendo cocô, ele tá fazendo cocô!"). você vai tomar seu café da manhã e descobre que acabou o pó do café e que o jeito vai ser fazer um instantâneo. mas você odeia instantâneo porque não parece café de verdade. você vai pro trabalho, mas a washington soares tá engarrafada. você amaldiçoa a unifor. a santos dummont tá engarrafada. você amaldiçoa todos esses lerdos que andam de segunda na sua frente. você chega no trabalho e descobre que em vez de 10 leu 20 e o relatório era pra ontem. você não vai fazer mais nada o dia todo além do relatório atrasado. você almoça um big bob que se desfaz nas suas mãos e bebe uma coca muito aguada. você volta e descobre que vai ter que fazer hora extra pra recuperar o tempo que perdeu fazendo o relatório de ontem. você tenta ligar pra casa e avisar, mas o celular descarrega. você termina seu expediente e volta pra casa. ao menos, às 20 e 30 o trânsito é menor. você chega em casa com uma gloriosa sensação de que tudo vai terminar bem. aí sua esposa pergunta onde você estava. e você responde. ela, claro, não acredita. vocês discutem sobre a suposta amante que você tem há anos. então o mais novo entra na sala gritando que o cachorro precisa de um veterinário, e que tem que ser logo, porque o bixinho tá doente, porque se não ele vai morrer. sua esposa então se lembra da mais velha e pergunta porque diabos você não foi buscá-la? ah, porque você estava trabalhando, é claro. e antes que a discussão volte à temática da amante carioca loira de 1 e 70, você sai pra buscar a filha. mas ela não está lá embaixo e sua bateria não foi recarregada. então você procura um lugar pra estacionar, mas a amiga mora perto da fic e não tem lugar nenhum em dois quarteirões. você espera então, bloqueando o tráfego, buzinando educadamente durante 5 minutos. ela desce e entra no carro reclamando da demora. e fala que tem que comprar livros novos, e lapiseira nova, e blusa nova, e. você escuta o verbo "comprar" e liga o piloto automático. você chega em casa. vai ao banheiro tomar seu banho. minutos de tranquilidade o confortam. você toma seu leite morno. e vai pra cama. você fecha os olhos. você está feliz de novo pelo conforto de seu colchão. faltam 5 minutos para a meia-noite.
5 minutos depois, o telefone toca. e toca. você, claro, finge que não escutou. sua esposa, claro, também. o telefone toca mais uma vez, e de novo. mas se você não der ouvidos, daqui a pouco ele pára. o menino deu ouvidos e não gostou. gritando, "mãe, pai, o telefone!". sua esposa finge que acorda preocupada e pede pra você atender. você se levanta. você atende.
"alô."
"alô. er... é da casa do Mateus?"
"não."
"ah! Peloamordideus descuuuulpa! foi mal!"
"tá."
tu...tu...tu...
___
ainda tenho a esperança que, tirando o cachorro e o filho mais novo, esse possa ter sido o seu Barcelos.
___
final alternativo:
você pensa na voz celestial que perguntou por Mateus e novamente escuta o pedido de perdão. você, então, entende que um anjo lhe ligou para pedir desculpas por todos os incovenientes do dia. você perdoa com todo o coração. e vai dormir feliz.
___
digam que ele não me odeia. ¬¬
quarta-feira, abril 12, 2006
Assinar:
Postar comentários (Atom)
6 comentários:
Mto booom!!!
teve mesmo isso de ligarem atras da casa do mateus??
fui eu que liguei... ¬¬
e, é o quê, marcelo?? entende nada.
hauahuhauah! o nome do pai do Mateus é Barcelo sem S, né??
eh! haiuheau Barcelos eh a auto-escola! =pp
hiahuaihaiau.. é por isso q eu não gosto q liguem pra cá depois das 10! O telefone fica do lado da minha mãe e ela é qm dorme mais cedo.
E não, fifinha, ele não te odeia. Só deve ter praguejado um pouquinho a teu respeito.
Vejamos o lado positivo: tu não disse teu nome, disse?
Postar um comentário